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Ar.

maio 21, 2010

Cinco da manhã.
O vento bate na janela
do seu carro que corre
tentando alcançar um lugar
que você ainda não conhece.

Mas nada ali importa.
Apenas a brisa que encontra o seu rosto
faz você lembrar quando
minha mão te acariciava.
Pois nada ali importa,
tudo se tornou apenas ar.

Não ter um destino certo faz você pensar
que pode esquecer o fato
de eu não estar mais ali.
E eu sinto tanto.
E eu sinto tanto
a sua falta.

Mas nada ali importa.
Apenas a brisa que encontra o seu rosto
faz você lembrar quando
minha mão te acariciava.
Pois nada ali importa,
tudo se tornou apenas ar.

E eu tento te alcançar…
Eu tento tanto te alcançar…
Mas você corre, corre, corre.
Tanto que eu não consigo mais te alcançar.

Mas nada ali importa.
Nada ali importa.
Nada ali importa,
já que eu não posso mais te tocar.